O início da Reprodução Humana Assistida no mundo
- Giovanna Rebelatto

- 3 de nov. de 2020
- 2 min de leitura
Atualizado: 8 de nov. de 2020
Infográfico por Giovanna Rebelatto/Infogram
O primeiro registro do método de reprodução assistida que se tem conhecimento foi em 1944, quando o fisiologista John Rock conseguiu produzir o primeiro embrião de laboratório depois de anos estudando sobre o assunto e elaborando tentativas de produção para que tal feito desse resultado.
No entanto, ainda naquela época não houve nenhuma tentativa de implantação deste embrião em qualquer paciente - o que resultou na paralisação do estudo comandado por Rock.
Sem pesquisas aprofundadas e testes inexistentes para a época, foi somente a partir da década de 70 que tratar a infertilidade de mulheres acima de 30 anos foi realmente considerada.
De acordo com o dossiê Reprodução Assistida – História feito pelo Conselho Regional de Medicina de São Paulo, a primeira gravidez através do método de fertilização in vitro foi anunciada, de fato, em 1973 pelos australianos Carl Wood e John Leeton, porém apenas uma semana depois foi divulgado um aborto espontâneo.
Galeria por Giovanna Rebelatto/Canva

Cientista Carl Wood em procedimento e com os professores John Leeton e Alex Lopata (Divulgação/Newspix/MonhashUniversity).
Ainda conforme o levantamento, o primeiro caso de sucesso de reprodução assistida só aconteceu em 25 de julho de 1978, na Inglaterra, quando Lesley Brown, com a ajuda do ginecologista Patrick Steptoe, do Hospital Geral Oldham, e do fisiologista Robert Edwards, da Universidade de Cambridge, deu à luz Louise Joy Brown, conhecido como o primeiro “bebê de proveta” do mundo.
Cinco anos depois, em 1983, na Monash University da Austrália, nascia por fim o primeiro bebê de embriões congelados. Um ano mais tarde, nasceram os primeiros quadrigêmeos de FIV do mundo, também na Austrália, segundo a Cremesp.
Em 7 de outubro de 1984 nascia a primeira criança proveta não somente do Brasil, como também da América Latina. Anna Paula Caldeira nasceu no Paraná por reprodução assistida através de uma ovodoadora – doação de óvulos -, e foi parte de uma das duas séries de fertilização in vitro comandadas pelo médico Milton Nakamura e colegas australianos e italianos.




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