Técnicas utilizadas na Reprodução Assistida
- Giovanna Rebelatto

- 5 de out. de 2020
- 2 min de leitura
Atualizado: 4 de nov. de 2020
Infográfico por Giovanna Rebelatto/Infogram
Entre as metodologias aplicadas, a inseminação artificial (IA) e a fertilização in vitro (FIV) são as mais realizadas.
Na inseminação artificial, a fertilização ocorre dentro do corpo feminino – assim como seria na concepção natural – após a introdução dos espermatozoides, expelidos pelo corpo masculino, no corpo da mulher.
Existem dois tipos de inseminação artificial: a intracervical (IC) e a intrauterina (IU). No primeiro método, o esperma é inserido por uma seringa no cérvix da mulher, imitando o pênis na etapa da ejaculação, e exige a presença em qualidade e quantidade do muco vaginal para que haja a gravidez.
No segundo processo, os espermatozoides passam por um tratamento em que são analisados e os mais aptos a fertilizar são escolhidos e injetados diretamente no útero, fato que faz com que as chances de fecundação sejam maiores.
O procedimento é mais indicado para casais jovens - em que as dificuldades são apenas o muco hostil da mulher ou a baixa mobilidade das células reprodutivas do homem -, pois a taxa de concretização é de no máximo 20%, ou seja, considerada pequena. Assim, os jovens possuem maior tempo para realizar tentativas.
Galeria por Giovanna Rebelatto/Canva

Processos da Reprodução Assistida (Divulgação/GettyImages).
Apesar de a inseminação ser a técnica pioneira, a fertilização in vitro é o mais indicado pelos médicos para a reprodução atualmente.
O método, que consiste em retirar óvulos e espermatozóides dos pacientes, selecionar os mais capacitados e uni-los em laboratório para gerar um embrião e por fim inseri-lo na mulher, é indicado para pessoas com maiores dificuldades de ter um filho, como: endometriose, problemas nas trompas da mulher, idade avançada, baixo nível de gametas masculinos, etc.
Além de casais héteros e mulheres solteiras, ambos os procedimentos também são indicados para casais homo afetivos e as chamadas barrigas solidárias no Brasil.
Conforme a resolução brasileira CFM nº 2.168/2017, o número de embriões a serem transferidos em cada procedimento limita-se em quatro, porém a definição desse número pode variar dependendo da idade da paciente, sendo:
* quatro para mulheres com 40 anos ou mais;
* três se a candidata tiver entre 36 e 39 anos;
* dois embriões se a mulher tiver até 35 anos;
No Brasil não é autorizada a retirada de embriões em caso de gravidez múltipla.




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